DIEGO RIMAOS

Cruzília // MG

Em suas obras, restaurar também pode significar escutar a matéria, observar suas marcas, preservar seus vestígios e transformar aquilo que parecia frágil ou descartável em presença poética.

Diego Rimaos é artista visual e restaurador mineiro, radicado em São Paulo, cuja produção nasce do encontro entre matéria, memória e gesto manual.

Sua obra parte de materiais delicados e carregados de história, como papéis, fios, madeira, vidro, fibras, tecidos e objetos retirados de contextos documentais. Ao deslocar esses elementos de suas funções originais, o artista cria trabalhos que falam sobre tempo, esquecimento, reconstrução e permanência.

A experiência com conservação e restauro aparece em sua produção não apenas como técnica, mas como pensamento. Em suas obras, restaurar também pode significar escutar a matéria, observar suas marcas, preservar seus vestígios e transformar aquilo que parecia frágil ou descartável em presença poética.

Diego Rimaos desenvolve uma linguagem sutil, precisa e profundamente ligada ao fazer. Seus trabalhos muitas vezes assumem pequenas escalas, tramas, relevos e estruturas delicadas, criando uma relação íntima com o olhar. Há em sua produção uma atenção ao detalhe e ao silêncio dos materiais.

A memória institucional e a história dos documentos também atravessam sua pesquisa. Em obras como O Balé Burocrático e Eu, amanuense que escrevi…, o artista aproxima arquivo, história social e imaginação crítica, transformando registros públicos em experiências visuais sensíveis.

Sua obra ocupa um território entre arte, arquivo e restauro, propondo uma leitura contemporânea sobre o papel da memória, dos gestos manuais e dos objetos que sobrevivem ao tempo.

DIEGO RIMAOS

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